

Amanhã estarei aqui. A pôr em prática os meus vastos conhecimentos de francês. Pfffff...ulálá.....ódidon.....ahméçaalor....

Normalmente não gosto do Carnaval. Já estou farto das imagens de brasileiras semi nuas a abanar o muito que têm para abanar em desfiles intermináveis e principalmente estou que nem posso com portuguesas com a mania que são brasileiras a tentar abanar o pouco que têm para abanar. Mas o dia 28 de Fevereiro de 2006 vai ser bom. Eis o programa de festividades:
02:45h- 22º episódio da série 1 de Perdidos.
15:00- 18.00h- 23º, 24º e 25º episódios da série 1 de Perdidos.
23:00h- exibição de Destination: lost, que presumo ser algum tipo de resumo da 1ª série.
23:45h- 1º episódio da 2ª série de Perdidos.
Posto isto resta-me dar os parabéns à tantas vezes justamente criticada RTP 1, por este brilhante exemplo de serviço público. Ainda por cima em overdose. E em reposição, para aqueles que como eu cometeram o pecado de falhar à 1ª oportunidade.

6ª feira à noite. Liga-se a televisão e como sempre nada de jeito. Novelas brasileiras de um lado, novelas portuguesas de outro, isto sem esquecer o mais idiota dos concursos que tenho visto nos últimos anos. Sobra a RTP 2. Chamem-me elitista à vontade mas é o único canal suportável entre as 21h e as 24h. Estava a dar um documentário sobre o senhor da foto, Júlio Pomar, que comecei a ver de lado, digamos assim como que em diagonal, mas que rapidamente me cativou a atenção. Superiormente realizado por um tal de António José de Almeida (que nem sequer vou fingir saber quem é...) mostra o trajecto do pintor por ordem mais ou menos cronológica e divide-se em testemunhos do próprio Pomar e de personalidades tão diversas como interessantes: Lobo Antunes, Siza Vieira, Mário Soares (acerca do fabuloso retrato dito informal exposto em Belém), para além de vários críticos de arte que eu naturalmente não poderia conhecer por manifesta ignorância acerca da área. O discurso directo dos intervenientes (fantástico o pormenor de não se ouvir uma vez sequer a voz do realizador) vai sendo enriquecido com imagens dos quadros de Pomar. Com 60 anos de carreira, o que é uma lição para todos aqueles que só pensam em se reformar o mais rápido possível, atravessou diversas fases desde pintura livre e gestual a colagens, de temas eróticos a retratos e ilustrações de obras literárias, até ao campo da escultura.
Ficou-me na memória uma situação contada por António Lobo Antunes, que falando acerca da longevidade e vontade de trabalhar de Júlio Pomar, contou que um dia uma sua empregada se virou para ele e lhe perguntou "porque é que o Sr.Pomar, já com os filhos criados, trabalha tanto?". O documentário dá a resposta nas palavras do próprio: "faço o que me apetece".Num país que dá constantemente valor ao acessório e aos famosos instantâneos do boato fácil e das revistas cor-de-rosa, é bom descobrir gente assim.






Já tinha ouvido a descrição deste momento. Mas ainda não tinha visto a imagem, que mesmo com dias de atraso é obviamente merecedora de presença destacada em qualquer blog. Confesso que até estou com dificuldade de escrever já que não me consigo parar de rir e tenho até receio que as lágrimas que me escorrem pela face provoquem um curto-circuito no teclado... Não sei que diga...Será isto o perfil adequado para Presidente da República?
Se eu fosse das campanhas de Mário Soares e Manuel Alegre fazia os últimos outdoors só com esta imagem.