19.6.06

A coisa promete

O canal 2, ou simplesmente a 2: como agora se chama, passou recentemente uma série chamada “A Linha da Beleza”, com a chancela (termo que há muito tinha vontade de usar) de qualidade da BBC. Esta série poderia facilmente ser o tema deste post, mas não o é, pela singela razão de eu não a ter visto. De qualquer forma, diz-me a A. (que também não a viu mas que acabou agora de ler o livro na qual a série se baseou) que para além daquilo que podemos ler na sinopse que a 2: nos proporciona, o enredo trata também de homossexualidade masculina, e de uma forma bastante explícita (creio que as palavras dela foram o livro é bom mas não sei se terás estômago para o ler; comentário que surge como um assunto derivado da questão de eu ser reconhecidamente um tanto ou quanto homofóbico…). Não sei se a versão televisiva se manteve fiel ao livro, mas vamos por mera conveniência minha assumir que sim e tomar como facto que a 2: nos terá presenteado com uma série sobre homens gays.
Não sei se imbuídos num espírito messiânico de promoção da tolerância, ou de igualdade entre géneros, ou por acharem (e bem) que o sexo vende, ou se finalmente por mera coincidência, mas a verdade é que os directores da mesma 2: nos vão agora dar a ver uma nova série sobre homossexualidade, agora feminina, ou seja sobre lesbianismo (termo que me dá um certo gozo usar, de uma forma infantil e quiçá até um bocado pacóvia, mas não deixa de ser verdade), e que dá pelo algo óbvio nome de: "the L word". Segundo o Público: “…as mulheres são lindas e sofisticadas…trabalham (pouco), namoram muito e passam a vida embrulhadas em cenas de sexo escaldante…”.
Se alguém se deu ao trabalho de criar uma série assim, eu amsa, digno e honrado portador de pénis e Ser carregado de testosterona, sinto-me na obrigação de ver pelo menos o 1º episódio, quanto mais não seja por cortesia.
É hoje, já depois dos meninos e meninas bem comportadas irem para a caminha.

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