14.4.06

Homilia de um ateu

Não querendo ser ofensivo para com os mais crentes, olho para o fim-de-semana pascal de uma forma eminentemente pragmática.
Qualquer feriado que calhe a uma 6ª feira merece a minha simpatia, sendo que chamarem-lhe Santa a mim não me aquece nem arrefece. Já quanto ao Sábado, como a A. e eu chegámos à conclusão pelas frustantes experiências de anos anteriores que não valia a pena ter o estaminé aberto, é também ele e contrariamente ao habitual um dia de descanso para mim. O ser de aleluia para outros novamente não me aquece nem me arrefece ou como diriam os espanhóis (que nestas coisas das expressões estão um bocado à nossa frente) me da igual.
O Domingo pascal propriamente dito é um dia que me agrada, já que não só se junta muita da família (o que é agradável por si só mas também por acontecer poucas vezes, caso contrário poderia ser algo cansativo...) como normalmente se come cabrito e se acompanha o bicho com vinho tinto dos bons (daquelas refeições das quais se pode dizer "carne no prato e carne no copo").
Quanto à passagem do Compasso, tudo na boa e na paz do Senhor desde que não apareçam cedo demais e comam de boca fechada.
Já as famosas Amêndoas são uma tradição que faço sinceros votos para que se mantenha, quer pelo seu carácter altamente cariogénico quer pela sua grandemente subvalorizada capacidade de provocar lascas, fissuras, rachadelas e/ou fracturas nos dentes dos incautos que trincam em vez de chupar. Por aqui me fico, à laia de sugestão pascal...

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